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Marcha Mundial Pela Paz e Não Violência

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A Marcha Mundial Pela Paz e Não Violência começou na Nova Zelândia no dia 02 de outubro e passará por todo mundo, inclusive por regiões em guerra.

Será recebida pelo Papa e pelo Dalai Lama e terminará em Mendoza, Argentina em 02 de janeiro de 2010.

Alguns países a apoiaram integralmente e decretaram feriado nos dias que ela passou por suas capitais.

A equipe principal da Marcha Mundial Pela Paz e a Não Violência estará no Brasil a partir de 16 de dezembro de 2009 e passará pelos seguintes pontos:

  • Recife /PE: 16 de dezembro;
  • Salvador/BA: 17 de dezembro
  • Rio de Janeiro/RJ: 18 e 19 de dezembro;
  • Parque Caucaia/SP: 20 e 21 de dezembro;
  • São Paulo/SP?20 e 21 de dezembro

Em São Paulo se dividirá em duas, para posteriormente reunir – se em Buenos Aires.

Uma parte fará o trajeto de Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Montevidéu, Buenos Aires e os outros São Paulo, Foz de Iguaçu, Assunção, Paraguai, Resistência, Rosário, Buenos Aires.

  • Curitiba/PR: 22 de dezembro
  • Foz do Iguaçu/RS: 23 de dezembro
  • Florianópolis/SC: 24 de dezembro
  • Porto Alegre/RS: 25 de dezembro
  • Canoas/ RS: 26 de dezembro

Em Niterói o MIR – Movimento Inter - Religioso e a Rede Paz realizaram uma celebração no Dia Internacional da Cultura da Paz das Nações Unidas em 21 de setembro.

Veja como aderir a Marcha e mais informações através dos sites:

www.marchamundial.org.br e www.marchamundial.org .

Fonte: Mundo Espírita


CARTA PARA UM MUNDO SEM VIOLÊNCIA

Download: Carta Para um Mundo sem Violência.pdf

A violência é uma enfermidade evitável

Nenhum Estado ou indivíduo pode estar seguro em um mundo inseguro. Os valores da não-violência, tanto nas intenções, nos pensamentos e na ação, deixaram de ser uma alternativa para tornar-se uma necessidade. Esses valores se expressam em sua aplicação nas relações entre Estados, entre grupos e entre indivíduos.

Estamos convencidos de que a adesão aos princípios da não-violência promoverá uma ordem mundial mais civilizada e pacífica, na qual uma governança mais justa e eficaz e o respeito à dignidade humana e à sacralidade da própria vida possam tornar-se realidade.

Nossas culturas, nossas histórias e nossas vidas individuais estão interconectadas e nossas ações são interdependentes. Hoje, como nunca antes, acreditamos que estamos diante de uma verdade: nosso destino é um destino comum. Esse destino será determinado por nossas intenções, nossas decisões e nossas ações de hoje.

Estamos firmemente convencidos de que criar uma cultura de paz e de não-violência, apesar de um processo longo e difícil, é um objetivo nobre e necessário. Afirmar os valores contidos nesta Carta é um passo de vital importância para garantir a sobrevivência e o desenvolvimento da humanidade e alcançar um mundo sem violência.

Nós, pessoas e organizações premiadas com o Prêmio Nobel pela Paz,

Reafirmando nosso compromisso com a Declaração Universal dos Direitos humanos;

Movidos pela necessidade de pôr fim à propagação da violência em todos os níveis da sociedade e, sobretudo, às ameaças que em nível global colocam em risco a própria existência da humanidade;

Reafirmando que a liberdade de pensamento e de expressão está na raiz da democracia e da criatividade;

Reconhecendo que a violência se manifesta de muitas formas, seja como conflito armado, ocupação militar, pobreza, exploração econômica, destruição ambiental, corrupção e preconceitos de raça, religião, gênero ou orientação sexual;

Percebendo que a glorificação da violência, como expressa através da indústria do entretenimento, pode contribuir para a aceitação da violência como condição normal e aceitável;

Conscientes de que os mais prejudicados pela violência são os mais fracos e vulneráveis;

Lembrando que a paz não é apenas a ausência de violência, mas a presença de justiça e bem-estar para as pessoas;

Considerando que a falha dos Estados em incluir as diversidades étnicas, culturais e religiosas está na raiz de grande parte da violência no mundo;

Reconhecendo a necessidade urgente em desenvolver uma abordagem alternativa de segurança coletiva, baseada em um sistema em que nenhum país ou grupo de países se apóie em armas nucleares para sua segurança;

Conscientes de que o mundo necessita de mecanismos e abordagens globais eficientes para a prevenção e resolução não-violentas de conflitos e que eles tem maior êxito quando adotados com antecipação;

Afirmando que as pessoas que possuem o poder tem a maior responsabilidade de eliminar a violência onde estiver ocorrendo e evitá-la sempre que possível;

Convencidos de que os valores da não-violência devem triunfar em todos os níveis da sociedade, assim como na relações entre os Estados e as pessoas;

Convocamos a comunidade internacional a apoiar os seguintes princípios:

Primeiro : Em um mundo interdependente, a prevenção e o fim dos conflitos armados entre Estados e dentro dos Estados requer uma ação coletiva por parte da comunidade internacional. A melhor maneira de obter a segurança de Estados individuais é promover a segurança humana global. Isso requer o fortalecimento da capacidade de implementação da ONU e das organizações de cooperação regional.

Segundo : Para construir um mundo sem violência, os Estados devem sempre respeitar o Estado de Direito e honrar seus compromissos legais.

Terceiro : É essencial avançar sem demora para a eliminação verificável das armas nucleares e de outras armas de destruição massiva. Os Estados que possuem tais armas devem dar passos concretos em direção ao desarmamento e adotar um sistema de defesa que não se apóie na ameaça nuclear. Ao mesmo tempo, os Estados devem empenhar-se em consolidar um regime de não-proliferação nuclear, tomando medidas como o fortalecimento de verificações multilaterais, proteção de material nuclear e avanço do desarmamento.

Quarto : Para eliminar a violência na sociedade, a produção e a venda de armas pequenas e leves deve ser reduzida e rigorosamente controlada nos níveis internacional, estatal, regional e local. Além disso, deve haver uma aplicação total e universal dos acordos internacionais de desarmamento, como o Tratado para Erradicação de Minas de 1997 e o apoio de novos esforços para eliminar o impacto das armas indiscriminadas e ativadas pelas vítimas, como por exemplo as bombas de fragmentação.

Quinto : O terrorismo jamais pode ser justificado, pois violência gera violência, e porque nenhum ato de terror contra a população civil de qualquer país pode ser realizado em nome de causa alguma. Mas a luta contra o terrorismo não pode justificar a violação de direitos humanos, leis humanitárias internacionais ou normas civilizatórias e democráticas.

Sexto : Eliminar a violência doméstica e familiar requer respeito incondicional pela igualdade, liberdade, dignidade e direitos das mulheres, homens e crianças por parte de todos os indivíduos, instituições estatais, religiões e sociedade civil. Tal proteção deve ser incorporada às leis e convenções em nível local e internacional.

Sétimo : Todos os indivíduos e Estados partilham da responsabilidade pela prevenção da violência contra crianças e adolescentes, nosso futuro comum e mais precioso dom. Todos eles têm direito à educação de qualidade, cuidados básicos de saúde eficazes, segurança pessoal, proteção social, plena participação na sociedade e um ambiente propício que reforce a não-violência como estilo de vida. A educação para a paz, promovendo a não-violência e enfatizando a qualidade humana inata da compaixão, deve ser parte essencial do currículo das instituições educacionais de todos os níveis.

Oitavo : Prevenir os conflitos decorrentes da falta de recursos naturais, principalmente de fontes de energia e água, requer que os Estados, afirmativamente e pela criação de padrões e mecanismos legais, garantam a proteção do meio ambiente e motivem a população a ajustar seu consumo com base na disponibilidade de recursos e nas reais necessidades humanas.

Nono : Pedimos às Nações Unidas e seus Estados-membro que promovam a apreciação da diversidade étnica, cultural e religiosa. A regra de ouro de um mundo não-violento é: Trata os demais como gostarias de ser tratado.

Décimo : Os principais instrumentos políticos que levam ao nascimento de um mundo não-violento são instituições democráticas ativas e o diálogo baseado na dignidade, conhecimento e compromisso, conduzido com base no equilíbrio dos interesses das partes envolvidas e, quando apropriado, incluindo a preocupação com a humanidade como um todo e a natureza.

Décimo-primeiro : Todos os Estados, instituições e indivíduos devem apoiar os esforços para diminuir a desigualdade na distribuição dos recursos econômicos e resolver as desigualdades mais gritantes que constituem solo fértil para a violência. O desequilíbrio nas condições de vida leva inevitavelmente à falta de oportunidades e, em muitos casos, à perda da esperança.

Décimo-segundo : A sociedade civil, incluindo os defensores dos direitos humanos e da paz e os ativistas ecológicos, devem ser reconhecidos e protegidos como grupos essenciais para a construção de um mundo não-violento, pois todos os governos devem servir às necessidades de seu povo, não o contrário. Devem ser criadas condições para permitir e incentivar a participação da sociedade civil, especialmente das mulheres, nos processos políticos em nível global, regional, nacional e local.

Décimo-terceiro : Ao implementar os princípios dessa Carta, convidamos todos a trabalharem juntos por um mundo mais justo, livre da prática de matar, em que todos tenham o direito de não serem mortos e a responsabilidade de não matar ninguém.

A fim de combater todas as formas de violência, incentivamos a pesquisa científica nos campos da interação e diálogo humanos e incentivamos a participação das comunidades acadêmica, científica e religiosa para que nos ajudem na transição para sociedades não-violentas e livres de assassinatos.

Laureados signatários

  • Mairead Corrigan Maguire
  • Sua Santidade o Dalai Lama
  • Mikhail Gorbachev
  • Lech Walesa
  • Frederik Willem De Klerk
  • Arcebispo Desmond Mpilo Tutu
  • Jody Williams
  • Shirin Ebadi
  • Mohamed ElBaradei
  • John Hume
  • Carlos Filipe Ximenes Belo
  • Betty Williams
  • Muhammad Yunus
  • Wangari Maathai
  • International Physicians for the Prevention of Nuclear War
  • Cruz Vermelha
  • International Atomic Energy Agency
  • American Friends Service Committee
  • International Peace Bureau

Fonte:http://www.theworldmarch.org/index.php?secc=carta

 


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